A saúde financeira vai além da capacidade de um indivíduo ou uma família de conseguir honrar os seus compromissos e investir. Para garantir uma saúde completa, não basta eliminar as dívidas e poupar. Na verdade, guardar para o futuro precisa ser um objetivo secundário, posterior à criação de uma reserva de emergência. Afinal, todos nós estamos sujeitos ao imponderável (que podem se traduzir em situações favoráveis, ou não, ao nosso orçamento) e para superar momentos assim é preciso estar financeiramente preparado.
O objetivo deste artigo é explicar o que significa ter uma reserva de emergência e como você pode começar a montar a sua. Para isso, primeiramente, vamos entender o que é a reserva de emergência e para que ela serve. Em seguida, vamos descobrir qual é a importância da reserva de emergência, apontando quais os benefícios em dedicar esforços em sua construção. Por fim, veremos também algumas dicas sobre como montar uma reserva de emergência na prática.
Quer saber mais? Acompanhe!
O que é reserva de emergência e para que serve?
Antes de avançarmos para a parte prática da construção de uma reserva de emergência, é preciso clarear melhor esse conceito. Como o próprio nome indica, essa reserva nada mais é que um capital dedicado para suprir as necessidades dos momentos de maior urgência, como uma demissão, uma doença na família, a perda de um bem ou patrimônio essencial e outros semelhantes.
Portanto, além dos investimentos comuns, cujo objetivo é a realização de sonhos de curto, médio e longo prazos, é necessário também destacar parte dos seus recursos disponíveis para fazer frente às situações extraordinárias já citadas. É importante notar que, apesar de pouco comuns, tais situações não são necessariamente inesperadas, pois elas têm uma boa probabilidade de ocorrerem ao longo da vida de uma pessoa.
É por esse mesmo motivo, que a construção de uma reserva de emergência deve ser o primeiro objetivo de qualquer investidor. Afinal, de que adianta poupar e investir recursos visando a compra de uma casa, uma viagem ou qualquer outro objetivo pessoal, se no meio do caminho não conseguirmos fazer frente aos problemas que surgirem?
Qual a importância da reserva de emergência e quais os seus benefícios?
Agora que já entendemos a finalidade de uma reserva emergencial, chegou o momento de conhecer quais são os principais benefícios que fazem jus a todo esforço dedicado à sua construção. A primeira grande vantagem de uma reserva de emergência é a segurança que ela proporciona em relação às incertezas da vida. Afinal, por mais minucioso e estratégico que um planejamento possa ser, ele está sujeito a imprevistos.
Assim, contar com um suporte financeiro ajuda a lidar melhor com situações indesejadas, proporcionando mais segurança nas decisões que precisam ser tomadas para superar tais desafios. Mesmo que sua família atualmente desfrute de um orçamento estável, com gastos controlados e poupança regular, sem uma reserva de emergência, na verdade, ela ainda se encontra em uma situação vulnerável.
É muito comum que emergências como um acidente, a perda repentina de uma fonte de renda ou uma doença grave, por exemplo, acabem exigindo grandes somas de dinheiro, que podem levar muitas famílias a se endividarem. Portanto, as reservas atuam como o suporte necessário para evitar (ou até mesmo reduzir) o impacto financeiro que tais circunstâncias podem provocar.
Como montar uma reserva de emergência na prática?
Como citamos, uma reserva de emergência é o primeiro objetivo que um investidor precisa ter. Uma forma de definir um valor para a formação da sua reserva é somar a quantidade de recursos que usa mensalmente para suprir as suas despesas básicas, como alimentação, saúde, transporte e outros semelhantes. Ao encontrar esse valor, basta multiplicá-lo pelo período que você acredita que consegue se posicionar novamente no mercado de trabalho.
Quanto maior o tempo necessário, maior será o valor da reserva que você precisa montar. Assim, se você tem R$4.000 com despesas básicas mensais e acha que precisa de 6 meses para estar de volta ao mercado e se restabelecer financeiramente, o valor mínimo da sua reserva deverá ser de R$24.000.
Esse parâmetro é importante, pois assim você garante um colchão de liquidez, capaz de sustentá-lo em casos de desemprego, ou um reforço, para os casos em que as suas despesas subirem repentinamente por causa de uma questão de saúde, por exemplo. Uma reserva de emergência tem como característica a disponibilidade rápida de capital para superação de situações difíceis.
Sendo assim, os recursos dedicados a esse fim precisam estar alocados em produtos de investimentos que têm liquidez, ou seja, que podem ser convertidos em moeda corrente de maneira simples e imediata. Para tanto, os produtos de renda fixa são os mais indicados para a formação dessa reserva, pois têm grande liquidez e são muito simples de operar.
Outro ponto importante é que tais recursos não devem ser alocados em ativos de risco. Afinal, você quer garantir ter o dinheiro no futuro e não comprometê-lo em operações nas quais é possível ter prejuízos, como em ações, day trade e opções. Alguns exemplos são os CDBs — Certificados de Depósito Bancário —, com liquidez imediata, a famosa caderneta de poupança e até mesmo alguns títulos públicos. Por fim, uma última dica é contar com a ajuda de um assessor de investimento, para orientar você nesse processo, segundo as suas necessidades.
Até aqui, podemos observar a importância da construção de uma reserva de emergência, para a garantia da saúde financeira de uma família. Ainda que a sua formação seja um processo árduo, que exige esforço e dedicação, estar preparado para situações imprevistas é essencial para garantir mais segurança e perpetuar o equilíbrio das suas finanças no longo prazo. Portanto, lembre-se de que o empenho dedicado na concretização desse objetivo faz toda diferença no enfrentamento dos desafios que podem chegar no futuro.
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