Quando estamos endividados, muitas vezes, fazemos acordos de pagamento sem planejamento e acabamos tendo dificuldades para manter as parcelas em dia. Seja por falta de dinheiro, imprevistos ou juros abusivos, esse é um problema que pode acontecer com qualquer um.
A grande complicação é que a quebra de acordo de parcelamento pode trazer muitos prejuízos, que não são só financeiros. Você está passando por essa situação? Não se preocupe! É possível fazer um novo acordo com o credor para resolver esse problema. No entanto, tome muito cuidado para que a dívida possa ser realmente quitada.
Pensando nisso, separamos algumas dicas com intuito de ajudar você a se livrar das dívidas de uma vez por todas! Leia o artigo e confira estas informações!
Afinal, o que é a quebra de acordo de parcelamento?
Em épocas de crises, perda de emprego, compras compulsivas ou falta de planejamento, é comum que as pessoas tenham dificuldades para honrar os seus compromissos. Nesse momento, a renegociação de dívidas pode ser uma excelente estratégia para ajudá-lo a sair dessa situação.
Sempre que uma dívida se torna demasiadamente alta para que o devedor a pague e é financiada pelo credor, um acordo de parcelamento é fechado entre as duas partes, devedor e credor. É importante ressaltar que este novo acordo inclui a dívida antiga e pode acrescentar a ela alguns encargos, como juros e multas. De modo que a pessoa endividada precisa ficar atenta.
Para que o acordo de fato seja vantajoso, ele precisa tornar o débito pagável — ou seja, ele deve fazer com que o pagamento da dívida se enquadre no orçamento do devedor. Além disso, ele não pode ser abusivo, cobrando valores acima do que é aceitável.
A quebra de acordo de parcelamento ocorre justamente quando esse novo financiamento não é honrado, o que tende a acarretar uma série de complicações ao devedor.
O que pode acarretar a quebra do acordo de parcelamento?
Para evitar este problema, a pessoa endividada precisa compreender os fatores que podem causar a quebra do acordo. Continue a leitura e confira as principais causas para este problema.
Ausência de pagamento
Quando o acordo de parcelamento é firmado entre as partes, o devedor e o credor se comprometem a cumprir fielmente os seus termos. O que inclui as datas em que os pagamentos devem ser feitos e os períodos de tolerância, em que atrasos são aceitáveis.
Se a pessoa endividada deixar de fazer o pagamento de uma das parcelas, ou mesmo se ela realizá-lo fora do limite de tempo estipulado pelo credor, ele tem o direito de cancelar o acordo. Fazendo com que o devedor volte aos termos de sua antiga dívida.
Pagamento não identificado
Por mais que a pessoa pague todas as parcelas em dia, algum erro pode ocorrer, fazendo com que o pagamento não seja reconhecido. Nesse caso, o acordo de parcelamento pode ser cancelado por engano.
Via de regra, esse tipo de problema ocorre quando o indivíduo efetua o pagamento no fim do limite do tempo disponível. Felizmente, como esse problema não é culpa do devedor, ele pode ser resolvido. Basta que o devedor apresente aos credores os comprovantes do pagamento.
Embora esse problema de fato possa ser resolvido, é inegável que ele acarrete transtornos desnecessários tanto ao devedor quanto ao credor. Por essa razão, o ideal é que o pagamento de cada parcela sempre seja realizado na data acordada.
Pedido de cancelamento
Em algumas situações, uma pessoa pode ser levada a fechar o acordo de parcelamento no calor do momento, sem considerar devidamente o peso dele em seu orçamento. Além disso, imprevistos podem ocorrer, fazendo com que o pagamento do novo financiamento se torne inviável.
Nesse caso, o devedor tem até sete dias, depois que o acordo é fechado, para contatar o credor pedindo o cancelamento do acordo. É importante, porém, que o devedor saiba que o cancelamento pode acarretar as mesmas consequências da ausência de pagamento.
Portanto, para evitar transtornos e complicações, o ideal é que a pessoa — interessada em renegociar a suas pendências — analise suas finanças para verificar se de fato é capaz de arcar com os termos do novo acordo.
Em caso de resposta negativa, ele deve continuar negociando. Nesse contexto, recorrer a plataformas especializadas, como a Kitei, torna todo o processo mais simples e intuitivo, e ainda abre espaço para que o devedor consiga um desconto.
O que fazer em caso de quebra de acordo de parcelamento?
Como visto, é necessário se organizar financeiramente para sair dessa situação o mais rápido possível. Para ajudar você nessa tarefa, separamos algumas dicas de como renegociar a sua dívida. Veja abaixo!
Análise das reais possibilidades
Esse é o momento de identificar o motivo que deixou de cumprir o acordo, ou seja, o que ocorreu de errado. O valor da parcela estava alto? O prazo deveria ser maior? Com essa informação em mãos, é possível fazer uma projeção de como consegue quitar a dívida. Tente enxergar uma forma que a mensalidade caiba tranquilamente no seu orçamento.
Portanto, faça um planejamento financeiro com as despesas fixas e variáveis mensais, além da sua receita. Depois disso, projete por, no mínimo, 12 meses para acompanhar a sazonalidade do ano. Assim, você consegue identificar onde pode economizar e como ter uma renda extra para cumprir o acordo da dívida.
Opção por renegociação da dívida
Agora é o momento de procurar o credor e explicar a sua situação. Mostre claramente o problema que ouve e que o impediu de cumprir o acordo inicial. Além disso, apresente o seu planejamento financeiro. Essa conversa vai mostrar para ele que você não pagou a parcela porque teve realmente um imprevisto e não foi por má-fé.
Faça a contraproposta ao credor mostrando como consegue realmente quitar a dívida. Você pode pedir também um prazo de carência para começar a pagar de novo, algumas instituições aceitam essa condição para não ficar no prejuízo. Outra coisa que deve negociar é a taxa de juros que vai ser cobrada. Por fim, peça um tempo para refletir. Nessa etapa, é preciso ter calma e não fechar uma renegociação na pressão.
Comprometa-se com o pagamento
É importante não deixar de pagar a renegociação para não ter problemas futuros e não perder as vantagens adquiridas. Lembre-se sempre dos impactos que você pode ter caso haja a quebra de acordo e os benefícios de ficar livre dessa dívida. Além disso, o credor é capaz de não querer parcelar novamente, pois ele pode imaginar que vai ser “enganado” novamente.
Portanto, a melhor maneira de cumpri-la pontualmente é priorizando o pagamento. Confira abaixo algumas dicas que vão ajudar você a não quebrar essa negociação:
- escolha a data do pagamento próxima ao dia que você recebe para não correr o risco de gastar o dinheiro;
- evite fazer outras dívidas durante o cumprimento da renegociação, principalmente a longo prazo. Dessa forma, você evita que seu orçamento se complique e tenha que optar por uma das parcelas;
- use agenda ou outro lembrete para alertar a data do pagamento, pois, muitas vezes, o não cumprimento do acordo acontece pelo esquecimento e não pela falta de dinheiro;
- caso a sua situação financeira tenha ficado apertada e acredita que não vai conseguir pagar a dívida, tente cortar outras despesas ou negociar prazo de outro fornecedor;
- outra opção é ter uma fonte de renda extra. Tente vender livros, roupas ou outros itens que não usa na sua casa para honrar com seu compromisso.
Quais as consequências da quebra do acordo de parcelamento?
Agora que você sabe o que é a quebra de acordo de parcelamento, e entende a quais fatores ela está relacionada, é importante aprender mais a respeito das consequências que esta atitude pode acarretar. Continue a leitura e tenha acesso a este conhecimento!
Perda das condições acordadas
Quando uma renegociação não é paga, todas as condições acordadas são perdidas. Isso acontece, pois houve uma quebra de contrato, por isso, perde a validade jurídica. Consequentemente, o credor pode retomar a dívida nos termos anteriores ao acordo e tirar as vantagens concedidas. Além disso, ele pode incluir o nome nos cadastros de proteção ao crédito, como SPC.
É muito comum isso ocorrer nos casos do devedor firmar um acordo sem planejamento ou para se livrar das cobranças. Ou ainda, quando ele perde a data do pagamento da primeira parcela. Por isso, é importante analisar bem as condições da negociação antes de sair assinando os contratos. Veja também se as obrigações e parcelas não comprometem a saúde financeira.
Inclusão do nome em cadastros de devedores
É importante conferir se o credor enviou o seu nome para o cadastro de inadimplentes, como SPC. Como você não cumpriu o acordo inicial, ele pode colocar o seu CPF nessa lista logo na primeira parcela que não pagou. Geralmente, após a renegociação eles retiram o nome em no máximo 5 dias, sem ônus para o devedor.
Vale ressaltar que renegociar ou quitar a primeira parcela não isenta você do pagamento do restante da dívida. Esse novo acordo gera uma nova obrigação que, se não for cumprida, caracteriza outra quebra de contrato. Consequentemente, o seu nome vai retornar ao cadastro de inadimplentes.
Redução do Score
Não é um exagero alegar que, atualmente, o Score de crédito é relevante para todas as pessoas. Afinal, esse indicador aponta para as empresas — como os bancos — os riscos de fornecer crédito a um indivíduo. Portanto, quanto mais alto for o Score, melhor.
A questão é que, quando uma pessoa deixar de pagar suas dívidas ou quebra um acordo de parcelamento, o percentual de seu Score acaba diminuindo. Um problema que tende a fazer com que o crédito para ela se torne mais caro e burocrático.
Como pôde perceber, a quebra de acordo de parcelamento traz muitas complicações em sua vida. Então, conte com a ajuda de uma plataforma de quitação de dívidas online para ajudar a resolver a sua situação. Ela vai facilitar as coisas para você! Em poucos cliques, já é possível quitar os seus débitos de forma rápida, simples e nada burocrática.
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