A intenção era boa, mas algo saiu do controle e então uma dívida se tornou a maior bola de neve. Essa situação é a de muitos brasileiros, que se veem perdidos no meio de tantos compromissos, taxas e prazos.
A verdade é que, para alcançar a estabilidade e começar a crescer, bastante educação financeira e planejamento estão envolvidos, mas nem sempre contamos com os recursos para manter tudo em ordem. As dívidas assim se tornam um empecilho para nosso bem-estar, afetando a família toda.
Vamos refletir um pouco sobre esse assunto? Veja a seguir algumas considerações!
Danos emocionais e abalo do bem-estar
Estar devendo é um processo muito estressante, com fatores como nervosismo, perda de sono, ligações de cobrança, entre outros. Essa situação acaba nos submetendo a uma série de sensações desagradáveis, sentimentos de impotência, fracasso etc.
Mesmo que seja uma situação temporária ou algo que foi imprevisível — como diante de crises —, é verdade que ter dívidas acaba nos abalando. É comum também que haja constrangimento e vergonha envolvidos no processo de negativação do nome. Isso tudo afeta seu psicológico e mexe com seu emocional.
Perda de poder aquisitivo e frustração
Você já sentiu constrangimento por alguém ter oferecido um cartão na loja e você não aceitar por saber que seu nome está negativado? Ou já se sentiu triste por querer comprar algo para seu filho e não ter o dinheiro na hora nem o crédito para poder acertar depois?
Quando você acumula uma dívida, o seu poder aquisitivo — no sentido de não ter crédito na praça — tende a diminuir. Você perde os recursos que possibilitam uma compra de maior valor, como um parcelamento ou financiamento etc.
A frustração vem, mas a origem nem sempre está em quanto você ganha ou em como usa o seu dinheiro, mas no fato de que ter dívidas impede você de ter certa confiança e flexibilidade para o consumo no mercado, mesmo quando há esforço nisso.
Impossibilidade de crescimento e falta de esperança
O fato de você não poder comprar uma casa, um carro ou fazer uma viagem hoje não significa que você vai viver assim para sempre. Entretanto, quando temos dívidas — e ela vai aumentando conforme o tempo passa —, essa sensação se intensifica, perdemos as esperanças e paramos de sonhar com o crescimento.
Esse é um dos piores impactos da dívida: a perda de perspectiva. Sendo assim, lute para que isso não aconteça com você, pois a sua situação de hoje não define quem você é nem qual é o seu futuro. Se há o que melhorar, é hora de buscar alternativas para começar e ir organizando tudo para realizar seus planos pessoais e familiares.
Busque a viabilidade
Valorize o hoje: o que você pode fazer hoje para diminuir esses impactos negativos das dívidas e começar a trilhar um caminho de estabilidade e crescimento para si e para a sua família? Buscar por métodos para fortalecer as fontes de renda da casa, organizar melhor as despesas, cortar gastos e renegociar dívidas são atitudes que podem ajudar você a sair dessa situação!
A dica mais importante é manter os pés no chão. Muita gente nunca começa a pagar a dívida porque pensa que precisa juntar e pagar tudo de uma vez, ou ter todo o dinheiro para fazer uma proposta de diminuição de juros, quando na verdade isso é inviável. A melhor opção é buscar o que é possível e está dentro das suas condições para começar agora.
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