A compra por impulso silenciosamente se torna uma inimiga quando compromete as finanças e dificulta o pagamento de compromissos planejados. Além disso, é um dos principais motivos que conduzem pessoas ao endividamento desenfreado e a dolorosas consequências posteriores.
Para ficar imune a comportamentos impulsivos e dirigir tranquilamente sua vida financeira ou da sua família, acompanhe as dicas que preparamos neste post!
1. Utilize a “regra dos três dias”
Se a aquisição de qualquer bem puder esperar por pelo menos três dias, significa que não se trata de uma compra por impulso.
Esse tempo é suficiente para alguém avaliar se aquilo que almeja comprar é necessário e terá real utilidade.
Em alguns casos, é possível que a vontade ou a compulsão vá embora durante esse período, e assim a pessoa se livra do risco de comprar sem precisar ou de ser pega por motivações fúteis — que não levam a lugar nenhum.
2. Evite comprar por emoção
Principalmente em períodos de retração econômica, crise política e altos índices de desemprego, é imprescindível investir com segurança, gastar com cautela e não se precipitar, sob o risco de se atrapalhar na gestão do dinheiro e ficar negativado na praça.
Não é bom negócio comprar algo apenas para se sentir temporariamente emocionado com a transação ou com o uso do produto. Nesses casos, a verdadeira emoção costuma vir depois, quando as finanças entram no vermelho.
3. Estabeleça uma meta de gastos
Apenas estabelecer uma meta pode surtir poucos resultados se não houver sincero empenho na prática diária.
Portanto, com base na sua capacidade financeira, estipule um valor para gastar com coisas de menor importância sem desarrumar as contas.
À medida que você cumprir a meta de gastos, se sentirá mais seguro e confiante. Também vai desenvolver um importante comportamento para evitar compras por impulso e promover aquisições realmente estratégicas para seu atual momento de vida.
4. Reflita sempre sobre vontade versus necessidade
Aqui está um ponto delicado: priorizar a necessidade em detrimento da vontade. É certo que esse tipo de decisão está presente em praticamente todas as áreas da vida — além da financeira —, e dia após dia as pessoas são exercitadas a fazerem escolhas.
Tratando-se de compras, não dá para errar nessa decisão, pois erros sucessivos com certeza acarretarão problemas futuros, como atraso em pagamentos, sobrecarga de juros, negativação do nome, entre outros.
O segredo, portanto, é priorizar as necessidades.
5. Faça cálculos verdadeiros antes de comprar
Um erro comum cometido por muitas pessoas é se comprometer com parcelas levando em consideração apenas o valor do próprio salário. Por exemplo: “a parcela é de R$ 400, eu ganho R$ 1.200, então posso comprar”. Fazer isso é muito perigoso!
Ninguém deve entrar em novos compromissos financeiros sem considerar as obrigações que já possui.
O cálculo que vai determinar a possibilidade ou não de assumir uma nova parcela tem de ser feito com base no que sobra no mês, e não apenas na renda bruta.
6. Exerça o direito de devolução, se achar necessário
Além de possibilitar a troca de produtos com defeito, o Código de Defesa do Consumidor permite que as compras sejam devolvidas em caso de desistência. Os motivos não precisam ser explicados e as condições do bem devem estar impecáveis.
Compras feitas pela internet, telefone ou em domicílio podem ser devolvidas até sete dias após o recebimento do produto. Desse modo, existe a possibilidade de reverter a situação e receber de volta o valor gasto.
Por fim, existem muitas maneiras de evitar a compra por impulso. Seria possível citar, ainda, a importância de não sair com compradores compulsivos, seguir sempre uma lista de itens necessários, evitar o uso do cartão de crédito etc.
Gostou do post ou teria mais alguma dica a pontuar aqui? Deixe seu comentário!
